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Treinar a diferentes velocidades: será que as “zonas de velocidade” importam mesmo? 

Este artigo de Loturco, Pereira e Pareja-Blanco questiona uma ideia muito utilizada no treino baseado na velocidade: a divisão rígida entre zonas como “absolute strength”, “strength-speed”, “speed-strength” ou “starting strength”. Os autores defendem que esta classificação é pouco realista, porque a base do velocity-based training está na relação quase perfeita entre carga relativa e velocidade de movimento. Ou seja, quando a carga muda, a velocidade muda. E quando a velocidade muda, normalmente também estamos a falar de uma alteração da carga relativa ou do nível de esforço. A mensagem central é clara: mais importante do que treinar dentro de uma “zona” arbitrária é compreender que o objetivo do treino de força é aumentar a capacidade de aplicar força contra uma determinada carga absoluta.

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Rotura do Tendão de Aquiles 

Este estudo mostra que a rotura do tendão de Aquiles não deve ser vista apenas como uma lesão isolada, súbita ou reservada ao atleta profissional. A sua incidência tem aumentado de forma consistente ao longo das últimas décadas, sobretudo em homens fisicamente ativos de meia-idade, e cerca de dois terços dos casos estão associados à prática desportiva. Mais do que um simples problema de “fragilidade tendinosa”, este artigo obriga-nos a olhar para a rotura do Aquiles como o resultado de uma relação complexa entre idade, exposição à carga, exigência mecânica, prática recreativa intensa e preparação física insuficiente. Ao mesmo tempo, mostra uma mudança clara na abordagem clínica: a cirurgia deixou de ser a resposta automática em todos os casos, com uma tendência crescente para estratégias conservadoras bem estruturadas.

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Efeitos Hipertróficos de Exercícios Uniarticulares e Multiarticulares

Este estudo mostra que a comparação entre exercícios monoarticulares e multiarticulares não deve ser reduzida a uma lógica de “melhor” ou “pior”, mas sim à função mecânica que cada músculo desempenha dentro da tarefa. Enquanto a knee extension se destacou no estímulo hipertrófico do rectus femoris, a leg press revelou maior abrangência muscular e melhor eficiência para ganhos globais no membro inferior. Mais do que opor exercícios isolados e compostos, este artigo reforça a importância de prescrever com base na especificidade muscular, na função e no objetivo real da intervenção.

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