Rotura do Tendão de Aquiles
Este estudo mostra que a rotura do tendão de Aquiles não deve ser vista apenas como uma lesão isolada, súbita ou reservada ao atleta profissional. A sua incidência tem aumentado de forma consistente ao longo das últimas décadas, sobretudo em homens fisicamente ativos de meia-idade, e cerca de dois terços dos casos estão associados à prática desportiva. Mais do que um simples problema de “fragilidade tendinosa”, este artigo obriga-nos a olhar para a rotura do Aquiles como o resultado de uma relação complexa entre idade, exposição à carga, exigência mecânica, prática recreativa intensa e preparação física insuficiente. Ao mesmo tempo, mostra uma mudança clara na abordagem clínica: a cirurgia deixou de ser a resposta automática em todos os casos, com uma tendência crescente para estratégias conservadoras bem estruturadas.
Efeitos Hipertróficos de Exercícios Uniarticulares e Multiarticulares
Este estudo mostra que a comparação entre exercícios monoarticulares e multiarticulares não deve ser reduzida a uma lógica de “melhor” ou “pior”, mas sim à função mecânica que cada músculo desempenha dentro da tarefa. Enquanto a knee extension se destacou no estímulo hipertrófico do rectus femoris, a leg press revelou maior abrangência muscular e melhor eficiência para ganhos globais no membro inferior. Mais do que opor exercícios isolados e compostos, este artigo reforça a importância de prescrever com base na especificidade muscular, na função e no objetivo real da intervenção.